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Bruno Astuto – Um gentleman dos tempos modernos

Bruno Astuto - Silvia Seabra

Já no primeiro contato com Bruno Astuto, no aeroporto de Guarulhos, um breve aborrecimento que tiraria qualquer pessoa do sério deu a prova de que etiqueta não é apenas um tema teórico entre os tantos abordados pelo colunista nas suas descontraídas participações semanais no programa Mais Você, atração matinal da Globo que o tornou famoso em todo o Brasil.

Estava prestes a embarcar para Londres em uma viagem de imprensa por ele ciceroneada com blogueiras de moda e jornalistas de diversas capitais do Brasil, incluindo Zero Hora. Ao fazer o check-in, uma das it girls do grupo, Heleninha Bordon, descobriu que alguém havia despachado malas em seu nome. Bruno tomou a dianteira para resolver o problema. Elegante, mas firme no trato com todos os envolvidos (e foram vários durante o imbróglio), comprovou na prática que com educação – e paciência – tudo se resolve. Tendo sido editora do caderno de TV de ZH por dois anos, presenciei ataques de estrelismo de celebridades em certas ocasiões de trabalho, incluindo o chilique de uma estrela com (justificada) fama de barraqueira em um aeroporto no Rio por causa de um drama bem menor, a troca de assentos. Observar Bruno tirando de letra aquela estressante situação, com direito até a um fino senso de humor, confirmou um de seus lemas de comportamento ensinados na TV: se não sabe como fazer algo, aprenda com quem sabe.

Ana Maria Braga e Bruno AstutoAo vivo ao lado de uma de suas melhores amigas, Ana Maria Braga, o jornalista comenta toda semana, há cinco anos, notícias que vão da vida de celebridades e noções de etiqueta a dicas de cultura e lifestyle internacional, assuntos que refletem uma trajetória pessoal e profissional construída degrau por degrau no Rio de Janeiro.

Na cidade onde nasceu, seu nome já era indissociável de colunismo social, tendo ficado mais de uma década no jornal O Dia, até a participação no programa da Globo apresentar sua figura a todo o país. Ao tomar café da manhã com Louro José e Ana, Bruno se comporta como em qualquer outro lugar: nada é ensaiado, tudo é espontâneo, dando ao telespectador a sensação de estar efetivamente participando daquele despojado bate-papo na TV.

– Ana me disse uma única coisa antes da minha primeira participação: “Seja exatamente como você é, não mude nada”. Desde lá tem sido assim – conta o jornalista de 37 anos, também colunista das revistas Vogue, Época e GQ.

E qualquer encontro com ele é desta mesma forma, como comprovei in loco nos quatro dias seguintes da viagem ao seu lado. O sorriso aberto e constante é a marca de sua personalidade expansiva. Somado ao domínio de línguas (seis idiomas) e a um profundo conhecimento cultural (bibliófilo com mais de 10 mil livros em casa, formado em Direito, especialista em história das monarquias, autor de livros e curador de exposições sobre princesas e rainhas), seu carisma o faz transitar em universos exclusivos, como os círculos das celebridades, da high society e da alta-costura.

A entrada nestes nichos, porém, não foi facilitada por nenhuma porta tradicional, seja a dos bem-nascidos ou a dos bem-casados – ainda que hoje esteja muito bem casado, obrigado, com o estilista Sandro Barros e prestes a comemorar um ano de união civil. Bruno Astuto Amendola Alves de Barros – os últimos dois sobrenomes são do marido, oficialmente incorporados ao registro – perdeu a mãe aos quatro anos, vítima de leucemia, e o pai aos 10, de infarto. Cedo viu que precisaria se virar e garantir o próprio sustento para não sobrecarregar a dedicada tia Iva Maia, a quem chama de Mimi, hoje com 85 anos, sua segunda mãe.

O francês, aprendido de forma autodidata, virou ferramenta de trabalho: aos 13 anos, dava aulas particulares para crianças e adolescentes. Formou também um grupo com empregadas domésticas do bairro da Lagoa e ensinava português e matemática na sala de casa. Não demorou a incluir os próprios colegas de turma no rol de estudantes: aos 16 anos, com um método próprio de ensino, ajudava possíveis repetentes a passar de ano. Era chamado de “resolvedor”.

– Sempre detectei um gap na maneira de passar a lição nas escolas. Os alunos não aprendem a assimilar. O método educacional hoje é obsoleto.

CAMILA SACCOMORI

bruno astuto e silvia

Sílvia Seabra com Bruno Astuto no Empório Armani.

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